sábado, 2 de agosto de 2014

Cinco Razões Para Não se Queimar Petróleo (e o aquecimento global não é uma delas)




Todo mundo já está careca de saber que o clima global está mudando, que as temperaturas médias globais estão aumentando descontroladamente, que as calotas polares estão derretendo e colocando em risco a existência dos ursos polares, que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão.

Será????

Ao contrário do que a maioria pensa, e bem diferente do que a mídia tem divulgado, a "teoria do aquecimento global" está longe de ser unanimidade. Existem até evidências de inúmeros mecanismos naturais que explicam as variações climáticas (e não mudanças climáticas) sem necessariamente implicar qualquer tipo de influência da atividade humana. Quero deixar claro que não estou negando a possibilidade que a atividade humana de alguma forma afete o clima global. Já são bem conhecidos os efeitos locais da pegada humana e os estragos infelizmente tem sido grandes. Contudo, quando analisamos os métodos e as motivações que existem por trás dessa "teoria do aquecimento global por emissão antropogênica de gás carbônico", encontramos política, luta pelo poder, luta por verbas para pesquisa, metodologia confusa, dados de baixa qualidade, etc. Vemos relatórios do IPCC recheados de "incertezas" que fundamentam prognósticos com 99% de certeza, o que por si já é uma contradição. O próprio conceito de "temperatura média global", no qual se baseiam todos os modelos do IPCC, é altamente questionável por se tratar de uma falácia estatística. Por algum motivo misterioso, essa turma do IPCC consegue convencer todo mundo (ou quase) de que eles estão certos e que o mundo vai acabar se não pararmos imediatamente de usar combustíveis fósseis. Em meu artigo "Anthropogenic Global Warming and the Occam's Razor" (somente em inglês, pois ainda não tive tempo de traduzir), discorro com um pouco mais detalhes sobre este tema e indico algumas referências. Mas apesar de o IPCC muito provavelmente estar errado quanto ao aquecimento global, ainda é uma boa idéia pararmos de usar combustíveis fósseis, principalmente o petróleo. Quero discorrer aqui alguns dos motivos:

1. Queimar petróleo é muito poluente

Tão grande tem sido o enfoque na emissão de CO2 que temos nos esquecido que a queima de gasolina, óleo diesel, querosene e demais combustíveis fósseis geram poluentes muito mais perigosos do que o prosaico gás carbônico. Monóxido de carbono, óxidos de enxofre, óxido nitroso, ozônio e diversos tipos de fuligens representam um perigo real e imediato várias ordens de grandeza maiores do que qualquer possível incremento do "efeito estufa" (outro conceito questionável). Milhares de pessoas morrem todos os anos de doenças cardio-respiratórias associadas a poluição atmosférica. De acordo com a OMS, a poluição mata três vezes mais do que os acidentes de trânsito. Em resumo: muitas vidas seriam poupadas e teriam melhor qualidade de vida se deixássemos de queimar petróleo.

2. Petróleo é matéria prima de muitos produtos importantes

Qualquer um que queima dinheiro é considerado louco. No entanto, é exatamente isso que estamos fazendo a cada vez que damos a partida no carro ou acendemos o fogão. O petróleo é um recurso natural limitado que serve de matéria prima para plásticos, solventes, tintas, adubos, remédios e até mesmo as modernas células solares OLED, baseadas em carbono. Um quilo de petróleo queimado pode fazer um carro andar por uns 12 Km, ou pode alimentar um veículo elétrico por 30 ou 40 anos. O petróleo pode até mesmo ser usado para fazer veículos que durem 30 ou 40 anos. As companhias de petróleo poderiam auferir lucros muito maiores caso todo este petróleo fosse redirecionado para fins mais nobres. O preço do petróleo até mesmo poderia aumentar, de maneira a tornar mais viáveis os custos de extração, transporte e refino, sem necessariamente implicar em aumento dos preços dos produtos de que ele é feito. Estamos queimando dinheiro, muito dinheiro.

3. Queimar combustíveis fósseis é energeticamente ineficiente

A eficiência térmica de um bom motor a gasolina pode chegar a 25%. Isto significa que apenas 25% da energia gerada pela queima da gasolina será efetivamente convertida em trabalho (manter o carro em movimento). O restante será convertido em calor e irradiado na forma de radiação infravermelha para a atmosfera. Na verdade, a eficiência prática encontra-se abaixo de 15%, porque na maioria das vezes os automóveis não operam nas condições ideais. Somente em condições de carga máxima (veículo carregado e em velocidade de cruzeiro, aproximadamente 120Km/h para um sedan médio) é que o motor tem condições (caso esteja bem regulado) de atingir estes 25%. Em comparação, um motor elétrico pode chegar aos 95%, e qualquer veículo elétrico, mesmo nas piores situações, tem eficiência acima dos 80%. Isto já era verdade para os pesados carros elétricos do começo do século XX e com certeza é verdade para nosso modernos veículos com sofisticados controles digitais. Ou seja, estamos queimando dinheiro de novo. Mas o lado pior deste problema é que este uso ineficiente da energia faz com que haja menos energia disponível para todos. Os Estados Unido são os maiores consumidores de energia do mundo. A sede energética americana tem sido causa direta e indireta de guerras e outros tipos de conflitos por todo o mundo. 

4. O manuseio do petróleo implica em grandes riscos ambientais

Grande parte dos desastres ecológicos dos últimos 50 anos estão de uma forma ou de outra associados a extração, transporte, refino e distribuição do petróleo. Casos como o do acidente com o petroleiro Exxon Valdez, no Alasca, ou mais recentemente o acidente com a plataforma da British Petroleum no Golfo do México nos vem prontamente a memória. Lidar com petróleo é arriscado, e lidar com muito petróleo é ainda mais arriscado. Se o uso do petróleo fosse restrito a produção de matérias primas como mencionei anteriormente, os riscos seriam minimizados. 


5. O petróleo é um recurso finito

Se um dia todo o petróleo acabasse (e provavelmente um dia isso acontecerá), ainda assim poderíamos movimentar nosso veículos com álcool, biogás ou com energia elétrica solar. Mas talvez não pudéssemos mais fazer carros, pois não teríamos como produzir pneus, isolantes elétricos, mangueiras de combustível e muitos outros itens que dependem do petróleo como matéria prima. O carro não poderia nem mesmo ser pintado. Existem estudos para substituir o petróleo na produção de muitos desses itens, mas com certeza não de todos eles, e ainda estamos muito longe do dia em que o petróleo poderá ser substituído com vantagens nessas aplicações. No entanto, já temos vários substitutos para a gasolina em nossos carros, como o etanol, biogás, eletricidade e até ar comprimido. Falta apenas colocar em prática. Mesmo o etanol pode ser aperfeiçoado com a tecnologia híbrida (etanol/elétrico), que permite mais do que dobrar a eficiência (e consequentemente reduzir o consumo a metade). Ou seja, se não adotarmos medidas para mudar nossa matriz energética e poupar o petróleo que resta, não apenas estaremos queimando dinheiro, mas colocando fogo na casa da moeda.

Em resumo: ao usarmos petróleo (ou outros combustíveis fósseis) estamos ao mesmo tempo queimando dinheiro e matando gente. Qualquer impacto que uma eventual mudança climática venha a ter sobre a humanidade não chega nem perto do estrago que já estamos provocando ao insistirmos neste modelo energético ineficiente e fracassado, tanto do ponto de vista econômico como social. Não precisamos de um suposto aquecimento global para mudarmos isso. Na verdade, a insistência nesta tese sem qualquer embasamento científico está nos distraindo do perigo real e imediato a que estamos sujeitos. Não sei a que interessa causar este tipo de distração, mas muito esforço e dinheiro tem sido gasto para ao mesmo tempo causar pânico e atrapalhar as mudanças que são realmente necessárias. Propostas de "soluções" para o problema ambiental como o comércio de crédito de carbono, além de ridículas são imorais, pois são completamente inócuas em seus efeitos, mas geram lucros gigantescos para que investe neste "mercado da fumaça".

E enquanto isso, em pleno século XXI, tem gente morrendo de asma.

Para saber mais:


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Anthropogenic Global Warming and the Occam's Razor




For the last forty years, the world has been aware about a possible planetary climate change induced by Carbon Dioxide emissions from fuel fossil burning. In fact, the IPCC, a United Nation’s organization, states that they are 99% sure that the human being is the major responsible for the rising global temperatures since the beginning of the Industrial Revolution (Stocker et all, 2013, p 5-7). However, many people have a different opinion about this issue. This group, that includes people from different occupations like climatologists, physicians, and geographers, are known as “skeptics”, since they partially or totally disagree with this theory. Many of them states that there is no conclusive evidence about the climate change, while others don’t agree that the rising CO2 concentration is capable to alter the world climate. The purpose of this paper is to analyze the skeptics’ claims about climate change in order to understand why they are so skeptical about a well-documented and peer-revised topic like climate change. Some issues pointed by the skeptics are improper methodology, excessive reliance on computer models, misinterpretation of historic climatic register, and biased science.
Is Global temperatures really rising?
            The first question that comes in mind is: what the term average global temperature means? It is possible to have a single representative temperature for the entire planet? That is the first point cast in doubt for many skeptics, since this number can vary according to the adopted methodology. To obtain this number, meteorologists and climatologists rely on temperature information provided by hundreds of meteorological stations spread around the world. Those stations are where the problem begins. Some critics argue that temperatures near cities are higher than that measured in the country or in the forests. This difference is attributed to the urban heat island effect, a warming effect caused by buildings, cars, industry, asphalt, reduced vegetation areas, etc., that changes the air circulation patterns, albedo, air humidity, and several other factors, causing a difference of temperature between city and the country that can reach 12ºC (Akasofu, 2010). Therefore, if a meteorological station is located in an urban area, its temperature measures are subject to the same trend.
Another point that concerns the Skeptics is that several rural meteorological stations have been closed in the last years. They also claim the existence of a strong correlation between rising temperatures and the reduction of those rural stations (D’Aleo, 2002). Therefore, the current rising temperatures would be just a consequence of the way data is collected. Skeptics have been complaining that temperature data in the United States is not completely available for pair reviewing, making more difficult to verify the quality of the data involved in climatic modeling (Global Climate Change Facts, n.d.).

Figure 1. This graphic shows the correlation between the number of meteorological stations (blue dots) and the average temperature (purple bars). The rising temperatures in 1990 coincide with the closing of several stations – most of them in rural areas - around the world (Global climate change facts, nd).

Why different models show different results?
            The main tool used by climatologists to predict climate tendencies is computer modeling. Those models are very useful for weather forecasts, providing reliable three to four days’ prognostics. Nevertheless, when the same models are used to climatic forecasts, which involves larger periods, the results diverge among them. The model forecasts also diverge from observed stable temperature trend in the last years, so the skeptics state that the models are unable to provide accurate climatic forecasts.

Figure 2. An interpretation of changes in global average temperature from 1800 to 2012. The temperature in the vertical axis is for reference scale. An insert above the yellow box is a detailed version of data shown in the yellow (Akasofu, 2010).
 

Comparing with what?
            Another point made by the skeptics is that all models compare current temperatures with the period between 1860 and 1920. However, 1860 is considered the end of a period called “the little ice age”. According to Akasofu (2010), the Earth is still recovering from this cold period, one of the coolest in the last 8000 years, while the computer models use to predict global temperature trend rely only in a short period beginning in the 1970s. This choice of data and its linearization suggests a more accelerated warming trend than that we can get from the linearization of the entire period since 1860, as we can observe in figure 2. Nowadays, we are in the cooling period of the Pacific Multi-decadal Oscillation, which enhance the difference between measured temperatures and computer models results. Therefore, any observed warming trend is probably part of this recovering process, instead of an effect of the anthropogenic activities.
Who benefits from global warming?
            Global warming is a biased topic, not only academically speaking yet also economically and politically. Some skeptics see a hidden agenda behind “global warmers” – people that advocate the global warming - position. Assumed skeptical researchers face difficulties in obtaining research funds, and the media have been giving more space to warmers than to skeptics. Warmers usually accuse skeptics of being financed by the oil industry, while skeptics state that warmers work against the developing countries, since the restrictions of fossil fuel could jeopardize its development. Companies that make money from carbon credit earn billions of dollars by implementing “mitigation actions”(Global Climate Change Facts, n.d.). Surprisingly, most of those action are not focused on reducing fossil fuel consumption or planting trees yet on building preposterous CO2 absorbing machines, “cultivating” algae by launching iron oxide in the ocean, trading questionable carbon credits, or even launching orbital mirrors in order to reduce sun’s incidence. Those questionable strategies are amazingly expensive and can be a heavy burden to the taxpayers.

The Occam's Razor
As we could see, bad data quality, confuse methodology, improper computer models interpretation, improper climatic history interpretation, and biasing are widespread in climate change theory and among its defenders. This questionable scientific behavior may be causing us to miss something important. Our incapacity of properly understand what is really happening with the global climate can put all humanity in danger. What if the climate is cooling instead of warming? Will we be prepared? What if while trying to prevent a catastrophic global warming we are causing a catastrophic global cooling? In order to really understand our planet, science must be skeptic and unbiased. The search for elegant scientific models, the pressure over researchers to produce scientific papers, and the tendency of provide grants only to researchers that get economic results are probably in the kernel of the current bias.
According to the William of Occam’s Principle of Parsimony, if you have two explanations to the same phenomenon, choose the simple one. There are several natural processes that can be used to explain the current climatic trend. Natural forcings, like the 11-year solar cycle, El Niño and the Pacific Multi-decadal Oscillation, may be the major cause of the observed climatic variation (Akasofu, 2010). In this case, scientists should use the Occam's razor principle instead of looking for complex, elegant, imprecise, and inconclusive computer models. The world climate is extremely complex, and blaming a single aspect like atmospheric CO2 concentration is not scientific, state the skeptics.





References:
Global climate change facts: The truth, the consensus, and the skeptics. (n.d.). Retrieved from http://www.climatechangefacts.info
Akasofu, S. (2010). On the recovery from the little ice age. Retrieved from http://www.iarc.uaf.edu/en/node/3811
D'Aleo, J. (2002). Is this record warm winter a sure sign of global warming? Informally published manuscript. Retrieved from http://www.uoguelph.ca/~rmckitri/research/intellicast.essay.pdf
Stocker, T.F., D. Qin, G.-K. Plattner, M. Tignor, S.K. Allen, J. Boschung, A. Nauels, Y. Xia, V. Bex and P.M. Midgley (eds.). Intergovernmental Panel on Climate Change, (2013). Climate change 2013: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Retrieved from: http://www.climatechange2013.org/images/report/WG1AR5_ALL_FINAL.pdf
Idso, C.D, Carter R.M., Singer S.F. (Eds.) (2013). Climate Change
Reconsidered II: Physical Science.  Chicago, IL: The Heartland Institute.